quarta-feira, 10 de abril de 2013

O quanto te amo não vai mudar...


Estou um pouco cansada de tudo… Pedindo um pouco de pausas entre cada muro que cai no meu mundo, já não digo que os muros deixem de cair porque é o que tenho feito nos últimos anos, mas agora já não são só os muros que estão a cair, já se está a ir também o chão, passei os últimos anos a correr para fugir das quedas em buracos que já estão fundos demais mas o espaço que tenho para fugir já não dura muito mais tempo.
Chorar, já não choro, já não tenho mais como chorar, aprendi a ficar no meu canto mesmo que sozinha, mas como sempre disse, mais vale sozinha que mal acompanhada. Rir, também não posso, como é que me vou rir se a vontade de o fazer já não existe? Posso sorrir se quiser mesmo sorrir, se não quiser, também não dou sorrisos falsos.
Já há algum tempo que criei um Mundo muito meu, e mesmo só meu, que mais parece que ninguém que me queira afetar pode entrar nele, de certa maneira este Mundo é uma asneira, mas que me tem ajudado muito a ficar de pé de cabeça erguida lá isso tem, e não é pouco… O meu mundo, com as minhas pessoas, com os meus sonhos, os meus vícios, os meus projetos e objetivos. Mas não é por ser um Mundo meu que passa a ser um Mundo cor-de-rosa, o mundo que vivo partilhado com todos, o mundo em que todos estamos, vem limitar o meu Mundo, interfere nele como se esse fosse o seu único objetivo. Só queria poder separa-los, para quando precisar de me refugiar saber para onde posso ir…
Mas porque é que hoje está tudo ao contrário? A minha Mãe… O quanto eu A Amo… O quanta confusão me faz vê-La naquela situação… E agora por vê-La assim pouco consigo estar com Ela, ao pé Dela tento só fazer disparates, rir, dizer baboseiras, mas o que é certo é que depois só quero entrar no meu quarto e chorar por já não ter aquela Mãe que dizia mais disparates que eu, que só queria apanhar-me para me fazer cócegas, com quem eu saia todos os fins-de-semana para passear e nesses momentos só tínhamos brincadeiras de doidas… Sinto falta… Eu sei que Ela não tem culpa, e eu continuo a Ama-La incondicionalmente com os problemas que agora tem tal como amava quando não os tinha… Mas já não é a mesma… Já não tem a mesma vida, a mesma personalidade, a mesma boa disposição, é isto que me dói, é isto que me custa…

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