quinta-feira, 11 de abril de 2013

Serás tu?

Não te conheço e sei tudo,
Oiço-te e nunca te ouvi,
vejo-te e nunca te vi...
Sei tudo mas não sei nada,
Sei tudo sem me dizeres nada...
Como se pode ter saudades do desconhecido?

Falas e és mudo,
Ouves e és surdo,
Vês mas és cego!
Tu falas e eu oiço,
Eu falo e tu não ouves,
Eu vejo-te sem que tu me queiras ver.

O que te fiz?
O que te disse?
O que te fiz se não me sentes?
O que te disse se tu não me ouves?

Chamas-me de louca
E sei bem que de chata também
Mesmo que negues
E mintas do meu interior.

Olha-me de olhos fechados,
Ingora-me de olhos abertos,
Fala de boca fechada,
Cala-te de boca aberta,
Abraça-me de longe,
Manda-me embora de braços abertos...

Ouves o que não queres,
Calas o que não deves,
Mostras o que escondes,
Pensas no que esqueces...

Se me esqueceste não sei,
Se te escondes também não,
Agora que te calas
Pelo menos não te vás.

O tempo é muito,
A vida é pouco,
Conjuga os tempos,
Vive quem te ama!

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